Sean Connery, eterno James Bond e considerado por muitos o único ator capaz de dar vida definitiva ao agente 007, deixou uma marca inesquecível na história do cinema.
Dono de uma presença marcante, que também o colocou entre os homens mais bonitos de sua geração, o astro escocês construiu uma carreira de décadas, com personagens que atravessaram gerações.
No próximo dia 31 de outubro, completam-se seis anos de sua morte, aos 90 anos, mas uma de suas reflexões sobre a vida continua especialmente atual: “A melhor parte da minha vida foi continuar me movendo”.
A frase traduz uma maneira de enxergar a existência que acompanhou Connery para além dos sets de filmagem. Depois de trabalhar e viver em diferentes partes do mundo. Sean já admitiu que trabalhou como entregador de leite antes da fama.
Para ele, uma das melhores experiências estava justamente em partir novamente, conhecer outros caminhos e manter viva a curiosidade pelo que ainda poderia encontrar.
Não se tratava apenas de viajar ou mudar de endereço. A declaração também revela uma personalidade que valorizava o movimento, as experiências acumuladas e a possibilidade de recomeçar.
Depois de atravessar décadas de carreira, Connery parecia encontrar satisfação não necessariamente em chegar a um destino definitivo, mas em continuar interessado pelo próximo passo.
Em 2006, aos 76 anos, Connery anunciou publicamente que estava aposentado, encerrando as especulações sobre uma possível volta às telas. O ator enfrentou problemas de saúde e, naquele período, passou por uma cirurgia para retirar um tumor no rim.
O desgaste com a indústria cinematográfica também teve peso nessa escolha. Connery teve relações conturbadas com alguns estúdios ao longo da carreira e não ficou satisfeito com a experiência de 'A Liga Extraordinária', filme de 2003 que enfrentou críticas negativas. O relacionamento com o diretor Stephen Norrington também pesou.
Depois de se afastar definitivamente do cinema, Sean Connery passou a viver em uma mansão em Lyford Cay, condomínio fechado na ilha de New Providence, nas Bahamas. Ele dividia a rotina com a mulher, a pintora Micheline Roquebrune, com quem foi casado por décadas.
Mesmo longe dos holofotes, o ator continuou sendo lembrado por sua contribuição ao cinema. Além de eternizar James Bond para milhões de espectadores, construiu uma filmografia que inclui produções de diferentes gêneros e personagens muito além do espião britânico.